segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Medo

Medo é algo que todos nós temos. A mais corajosa das pessoas tem medo, mas o que a diferencia da mais medrosa é que ela enfrenta os medos.

Mas não tô aqui pra falar do que torna alguém corajoso, tô aqui pra falar do medo em si.

Quando eu era pequeno, meu maior medo era o escuro. Estranhamente, só fui ter esse medo aos 7 anos, e era um medo que eu não sabia explicar. Simplesmente não me sentia seguro no escuro. Não tinha medo dele em si, mas do que poderia acontecer caso estivesse no escuro. A luz era como um campo de força, que espantava todas as coisas ruins à noite.

Até que meu pai me disse que medo do escuro, era medo do desconhecido. E que o desconhecido sempre assusta, até aquela pessoa corajosa que eu falei no início, sabe? Ele me disse, então, que não tem porquê ter medo do desconhecido, porque o desconhecido pode ser tão bom quanto ruim.

Desde então, tenho admiração pelo escuro, penso nisso toda vez que as luzes se apagam.

Mas, de novo, o foco do texto não é esse, o foco é o MEDO.

Acho que depois do escuro, nunca tinha percebido em mim nenhum outro medo específico. Tinham os medos de ocasião, que aconteciam somente com a situação, mas nenhum medo que fosse constante, uma fobia, algo assim.

Até que dia 06/08, percebi em mim um medo que era muito maior do que eu imaginava: o medo de te perder. Sim, vou falar "te" porque quem ler saberá que é pra ela.

Senti que poderia perder minha luz, aquilo que me faz bem todos os dias. Me senti de novo aquela criança de 7 anos sentada no escuro.

A diferença é que esse desconhecido, não tinha a opção boa. No escuro, sempre tinha a opção boa. Nesse, haviam mil opções ruins, e, se houvesse alguma boa, estava lá, toda escondida atrás de milhões de ruins.

Dizem que você só enfrentando seu medo você o perde. Ao enfrentar esse, eu o descobri mais forte do que imaginava. E não quero enfrentá-lo nunca mais.

Quero sempre ter você, meu campo de força, pra afastar os perigos de mim.

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