sábado, 20 de novembro de 2010

Diário

Precisava escrever. Não tem realmente tanta diferença se alguém vai ler ou não, mas eu precisava escrever. Usar esse blog que não tem nenhum leitor além de mim pra escrever diretamente. Não fazer um post generalizado, que mostra o que eu estou sentido mas também fala de um tema em geral.

Fazer um resumo da minha vida no momento:

Minha família é dominada pela hipocrisia. Descontam seus problemas em mim, e se eu não demonstro me importar para evitar mais violência, eles me atacam devido a minha indiferença. Mal sabem eles que eu sofro ao vê-los mal, e sofro ao vê-los tentar melhorar ao passar sua tristeza para mim.

E outro grande problema, não sei se encaixo no campo família ou amigos. Uma briga e outras coisas que abalaram fortemente a confiança que eu tinha em uma pessoa que eu confiaria tudo. Um irmão, um amigo. Pode parecer homossexualismo falar assim de alguém do mesmo sexo, mas não quando se trata de alguém da mesma família.

No campo dos amigos, boas surpresas, mas já me ferrei demais pra confiar plenamente em alguém sem nunca ter um pé atrás. Sinto vontade, e sei que posso, mas não consigo.

Na faculdade, a merda de sempre. Sinto que não vou pra frente. Não sinto nada, só a faço por obrigação. E não sei o que será do meu futuro.

Futuro esse que me dá medo demais. Me dá medo porque a única coisa que eu tenho certeza que quero que esteja lá, eu não tenho certeza que estará. E essa coisa é a única que consegue me E deixar feliz e pensar que esses problemas têm solução.

Mas eu prometi que ia ser objetivo, então melhor falar logo o problema. Tenho medo de perder a pessoa que me faz feliz. E não aguento brigar com ela da forma como estamos brigando. Me faz tão mal, que eu não sei mais o que fazer.

Já dizia o ditado:

Se o problema tem solução, não se preocupe, o problema tem solução.
Se o problema não tem solução, não se preocupe, o problema não tem solução.

Eu realmente queria saber como esses chineses fazem pra não serem tão afetados pelos problemas...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Medo

Medo é algo que todos nós temos. A mais corajosa das pessoas tem medo, mas o que a diferencia da mais medrosa é que ela enfrenta os medos.

Mas não tô aqui pra falar do que torna alguém corajoso, tô aqui pra falar do medo em si.

Quando eu era pequeno, meu maior medo era o escuro. Estranhamente, só fui ter esse medo aos 7 anos, e era um medo que eu não sabia explicar. Simplesmente não me sentia seguro no escuro. Não tinha medo dele em si, mas do que poderia acontecer caso estivesse no escuro. A luz era como um campo de força, que espantava todas as coisas ruins à noite.

Até que meu pai me disse que medo do escuro, era medo do desconhecido. E que o desconhecido sempre assusta, até aquela pessoa corajosa que eu falei no início, sabe? Ele me disse, então, que não tem porquê ter medo do desconhecido, porque o desconhecido pode ser tão bom quanto ruim.

Desde então, tenho admiração pelo escuro, penso nisso toda vez que as luzes se apagam.

Mas, de novo, o foco do texto não é esse, o foco é o MEDO.

Acho que depois do escuro, nunca tinha percebido em mim nenhum outro medo específico. Tinham os medos de ocasião, que aconteciam somente com a situação, mas nenhum medo que fosse constante, uma fobia, algo assim.

Até que dia 06/08, percebi em mim um medo que era muito maior do que eu imaginava: o medo de te perder. Sim, vou falar "te" porque quem ler saberá que é pra ela.

Senti que poderia perder minha luz, aquilo que me faz bem todos os dias. Me senti de novo aquela criança de 7 anos sentada no escuro.

A diferença é que esse desconhecido, não tinha a opção boa. No escuro, sempre tinha a opção boa. Nesse, haviam mil opções ruins, e, se houvesse alguma boa, estava lá, toda escondida atrás de milhões de ruins.

Dizem que você só enfrentando seu medo você o perde. Ao enfrentar esse, eu o descobri mais forte do que imaginava. E não quero enfrentá-lo nunca mais.

Quero sempre ter você, meu campo de força, pra afastar os perigos de mim.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ciúmes

Tem tempo que não escrevo aqui, mas hoje, sei lá...deu vontade.

Eu sei que é chato ter ciúmes, mas é inevitável. Acho que se forem ciúmes saudáveis, faz até bem pra um relacionamento. O que não pode acontecer é aquele ciúme doentio, que o outro não pode olhar pro lado que já é motivo pra se brigar.

E, convenhamos, pra um casal ciumento como nós, até que brigamos pouco por causa disso...

Mas às vezes é inevitável. Eu me controlo ao máximo, mas certas coisas que eu leio me causam isso.

Fico triste, provavelmente é uma besteira minha, mas fazer o que? Sou quem eu sou, não posso negar.

E uma hora essa postagem vai ser lida e você provavelmente virá falar comigo sobre ela, mas eu só achei que esse não fosse o momento pra conversar com você.

Minha preocupação com certeza supera meus ciúmes. E hoje eu não precisava falar disso.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Few friends, true friends

Ontem eu parei pra pensar: se eu fizesse uma festa de aniversário, quantas pessoas eu chamaria?

Na verdade, sempre odiei dar minhas próprias festas. Muito trabalho, você acaba curtindo bem menos. Bom é ir na festa dos outros, ou que os outros organizem uma festa (surpresa, quem sabe) pra você, assim você não tem trabalho nenhum.

Mas enfim, essa não é a questão. A questão é: quantas pessoas eu chamaria?

Eu conheço muita gente, e até gosto delas, mas aquelas pessoas que eu posso realmente chamar de amigo são poucas. E acho que só elas eu faria questão que estivessem nesse dia pra comemorar comigo.

De todas essas muitas pessoas que eu conheço, acho que uns 80% são aqueles que eu posso chamar de colegas. Pessoas que gosto, mas que não são amigos.

Os amigos de verdade, aqueles que conquistaram minha confiança e meu carinho, devem equivaler a 1% ou menos. Esses sabem que estou me referindo a eles, não precisam nem perguntar.

E, se depender de mim, estarão em todos os meus aniversários (e no meu funeral.)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Erm...


Falei que não ia postar mais coisas sobre amor, mas o que que eu vou fazer se eu só penso em você?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Mais do mesmo

Sério, fora o post de apresentação, todos os meus posts tiveram mesmo assunto: você. Você que é meu mundo, é tudo que eu penso e tenho vontade de pensar.

Mas vou tentar falar de outros assuntos, apesar disso ser um blog/diário, quero que os outros possam ler sem ficar de saco cheio do meu amor, haha (:

domingo, 11 de julho de 2010

Preciso de você

Respiro você, vivo você, preciso de você. Sempre. Mas hoje preciso mais. Cadê você?

Vou engolir essa vontade pra mim, deixa pra lá. Dormir é o melhor que faço.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Futuro

É inevitável pensar no futuro. Por mais que todos saibam que o mais importante é viver o presente, todos pensam no futuro. E vivem uma ansiedade pelo que pode vir.

Pode ser uma ansiedade boa, como quando você sabe que você fará uma viagem que você esperava a tanto tempo. Pode ser uma ansiedade ruim, quando você sabe que algo que você gosta está fadado ao fim

E há também a incerteza. A maldita incerteza. Pode acontecer de tudo dar errado. Ou, sei lá, vai que tudo dá certo? O problema é que enquanto tudo não dá nada, você fica se remoendo em expectativas.

E é esse maldito (ou bendito, quem sabe?) futuro que me atormenta todo dia.

No meu caso, tem a faculdade. O que será dela? Continuo no meu curso, mudo de curso, faço dois cursos, largo tudo pra vender pulseira na praia?

Meu futuro profissional me assusta. Não sou mais um moleque. Se aos 15 anos já não queria viver debaixo da asa dos meus pais, não é com 18 que vou querer.

Mas tem algo que me assusta de verdade. Só de pensar nisso meu coração dispara. Parece exagero, mas não é. Poucas coisas me deixam com os olhos cheios d'água, e essa é uma delas. Não é sentimentalismo barato. Não é que eu seja emocional demais, chorão, ou algo assim. Isso que eu sinto é inédito pra mim, e eu não desejo pra ninguém.

Na verdade, é uma mistura de sentimentos. É uma mistura do medo de perder alguém que é importante pra mim como ninguém jamais foi e algumas (várias) dúvidas.

A primeira dúvida é: o que é melhor pra mim? Sei que o melhor pra mim é ela. Só que eu preciso que ela esteja feliz. Não suporto a ideia de vê-la infeliz.

E é aí que entra a outra dúvida: o que é melhor pra ela? estar aqui comigo, ou longe de mim, porém por um motivo maior?

Entendem meu dilema? Não sei o que seria de mim sem ela, mas também não posso, não consigo deixá-la triste. Perto desse sentimento, todos os outros não são nada.

E a resposta parece cada vez mais distante, porém sempre pendendo pra um lado que não me agrada nem um pouco. Esse medo de perdê-la me assusta cada vez mais.

Se essa fosse uma folha de diário, provavelmente estaria toda manchada.

Enfim, não consigo mais escrever sobre isso, o pensamento vem, mas as palavras não. Esse assunto provavelmente ainda vai voltar bastante aqui, então acho que vou parar por aqui mesmo.

Fica aí outra música só pra ver se melhora esse clima:

O início

Eu não sei se quero que alguém leia o que eu escrevo aqui. Todos sabem que guardo muita coisa pra mim e esse blog é um tentativa de....de....sei lá do que que é, mas é uma tentativa. E sei que nem tudo que eu escrever aqui vai ser divertido.

Espero que o teor das minhas postagens seja melhor do que o que eu tô querendo escrever agora. Muitas preocupações, frustrações, tristezas...mas muitas alegrias também, e vou tentar fazer com que elas prevaleçam aqui no blog e na minha vida.

Então...é isso. Não sei se torço pra que me leiam ou não. Se você estiver me lendo, ou se preocupa o suficiente comigo pra ler meu blog, ou é curioso o suficiente pra achar esse blog no submundo da internet. De qualquer forma, obrigado...eu acho.

Vou deixar aqui uma música pra começar bem o blog: